terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Reveillon
um ano novinho
revelando-se
a esperança
renascendo
nos convidando
a acreditar, sonhar
Reaprenda a amar
Reaja, reflita, recupere
Recupere a fé
Revele-se, descubra-se
Recarregue suas energias
Um ano está prestes a nos revelar
toda a felicidade e maravilha
de recomeçar!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Re...

Renata expontanea amada tão amada
Renascida esse é o significado do meu nome
Recife é o lugar que quero morar
Rio de Janeiro cidade que vou sempre amar
Reflito, analiso, planejo
Realizarei esse desejo
Reveillon recomeço
Renovação, realizaçao real
Realmente realizarei

domingo, 21 de dezembro de 2008

Davi

AMOR MEU
DAVI

SENTIMENTO
DIVINO
ATEMPORAL
FORTE
INABALÁVEL

SENTIMENTO PROFUNDO

COMO O FREIXO FORTE
SUPORTANDO TEMPORAIS
ENRAIZADO NO MEU CORAÇÃO
FLORESCE TODO AMOR APAIXONADO

SEM SOFRIMENTO NEM ILUSÃO
PACIENTE PERSSISTENTE FIEL
AH QUANTA FÉ HÁ NA ALMA MINHA
SABER QUE SOU TODA SUA E VOCÊ TODO MEU

NEM TEMPO NEM UM DIA DE VIAGEM
NEM DISTÂNCIA, NADA
NADA
NEM SEQUER A MAIS REMOTA
HIPÓTESE
É MAIS QUE ESPERANÇA
É A CERTEZA
SOMOS
E ISSO BASTA
SOMOS AMOR
NÃO SÓ EU
NEM VOCÊ SÓ
EU E VOCÊ
VOCÊ E EU
SOMOS NÓS
CONOSCO ESTAMOS
O DESTINO NOVAMENTE NOS UNIRÁ
CONTUDO QUANDO ACONTECER
SERÁ PARA UM COM O OUTRO
ENVELHECER Postado por Renat´s às 20:28 0 comentários [Photo] [Photo] Marcadores:

Freixo ...

Assim como a árvore
bela e 'atemporal '
meu sentimento por ti
lindo e transcedental
Não há temporalidade
espaço ou longitude
latitude
que mude
Meu sentimento por ti
é tão forte
Como as música do Djavan;

Te devoro,
"... sem contar os dias que me faz sofrer.
Sem saber de ti, largado a solidão.
Mas se quer saber se quero outra vida,
Não, não!
Eu quero mesmo é viver para esperar, esperar, devorar você ..."

Acelerou
"Quando te vi, aquilo era quase o amor, você me acelerou, me deixou disigual..."

Um amor puro
"...Quero mais que tudo, te amar sem limites
viver uma grande história... "

Recordando-me de ti
a lembrança se transforma em nós
Deixo de ser saudade
Sou denovo
Só felicidade

Ri agora paixao ou rirei pois aposteriori

Aleio? aereo?
lindo, lindo
exuberante
inteligente
xodozinho
obliquo?

Realmente, nao sei decifra-lo, dificil compreende-lo
avalia-lo, contudo
facil, natural
ama-lo, tentei entretanto
eu nao consigo
livra-lo do meu coracao

Paixao, o que farei
entao? Ignora-lo nao consigo.
rejeitar este sentimento
dificil, duro demais
impossivel?
gosto de pensar que nao
ainda encontro
o jeito...

Domingo, 19 de Outubro de 2008

O ser e o tudo

Contemplacao, voo psiquico
viagem interna
Vejo o mundo
mas olho pra mim
La fora imensidao
um vasto verde
alternancia de cores
flores, arvores
Em mim
um universo de emocoes
sou alegria, desejo, gozo
satifacao,
paz.
Sou feliz e mais
muito mais...

Alice, acorda!

Sao 22:45, faz frio
friozinho gostoso
Deitada na cama
sozinha em meu quarto
mas por dentro
preenchida de
extase, satifacao
Eu me basto
O mundo cabe bem dentro
de mim
Em meu coracao
ja nao bate as angustias
muito menos tristezas
Essas nao visitam mais
Em mim um templo
de luz ,paz
pura harmonia
Sou mais Eu
e isso
me basta!

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Momento Lunar/Day dreaming...

Well, my name means reborn, so in this moon period...
Bem, se Renata eh renascida ... logo no momento lunar, estou mais pra alterada, revoltada, needy, soo needy... Yeah, I need some tenderness...
Nao falo Portugues, nem Ingles... misturo tudo, descontrolo-me e saio por ai, fora de mim... tambem nao me encontro no outro, pois o outro quando se aproxima pouco dura... nao dura o momento mas permaneci em si, fica em mim, em nós a sensacao...
O desejo continua latente, mais desejante, mais, bem mais...
insasiavel, desejoso, incontrolavel....
'Ah lua cheia, amada, por mim mais que adorada, deixe-me dormir!!!!...'
Que ao menos em sonhos aconteca, o que por enquanto nao esta ...
Nate, I' ll keep waiting...desire never ends, just keep me awake...
If I were in your arms... I' ll be already in the sweetest dream.
And will hope to be long, until be at sleep... asleep I don't know anything anymore, I know nothing at all. only that I need you, so I can sleep, relax completelly... Oh Mortheus, God of sleep, take me in your arms and let me be in peace. at least for some hours....then let me wake up... rs

momento alterado, lunatico literalmente ....

J.M BOCHENSKI - A FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA OCIDENTAL - Tradução de Antonio Pinto de Carvalho. Fonte: Ed. Herder

Capítulo I - ORIGENS DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

O "homem moderno", isto é, o homem desde o Renascimento encontra-se pronto para ser enterrado.

Conde Paul Yorck von Wartenburg

1. O SÉCULO XIX

A. Caráter e desenvolvimento da filosofia moderna. A filosofia moderna, ou seja, o pensamento filosófico do período compreendido entre os anos 1600 e 1900, pertence já, por completo, à história. Uma vez porém que a filosofia contemporânea, a filosofia de nosso presente imediato procede essencialmente de um confronto com a filosofia moderna, que se traduz por um antagonismo com ela, mas se apresenta ao mesmo tempo como sua continuação e esforço para dela se libertar e superá-la, é óbvio que para bem compreendê-la se requer o conhecimento do passado.

Como é sabido, sua origem coincide com o declínio do pensamento escolástico, o qual se caracteriza por seu pluralismo (aceitação de uma pluralidade de entes e de graus de ser realmente diversos) e por seu personalismo (reconhecimento da primazia dos valores da pessoa humana), por uma concepção orgânica da realidade bem como pelo teocentrismo ou olhar dirigido para o Deus criador. Quanto ao método da escolástica, reduzia-se ele à análise lógica pormenorizada dos problemas particulares. A filosofia moderna atacou de frente todas estas características. Seus princípios fundamentais são o , que destruiu a concepção orgânica e hierárquica do ser, e o subjetivismo, graças ao qual o homem se liberta de sua ordenação a Deus e desloca para o sujeito o centro de seus interesses. A filosofia moderna abandona, em matéria de método, a lógica formal. É ela caracterizada — sem dúvida, com relevantes exceções — pela articulação de vastos sistemas que descuram a análise.

Devia ser René (1596-1650) quem primeiro havia de conferir à nova viragem sua expressão mais completa. é, acima de tudo, mecanicista. Admite, sem dúvida, dois graus de ser: o espírito e a matéria; mas, segundo ele, a realidade não-espiritual é redutível a conceitos puramente mecânicos (posição, movimento, impulso), e todo acontecimento comporta uma explicação mediante leis mecânicas, calculáveis. Ao mesmo tempo, é subjetivista: quer dizer que, para ele, o dado último e o ponto de partida necessário da filosofia é o pensamento. Acresce a isto o seu nominalismo: para ele não existe intuição intelectual, mas tão-somente percepção sensível das coisas individuais. Enfim, é adversário declarado da lógica formal. Em rigor de expressão, não conhece nenhum método filosófico específico e de bom grado aplicaria a todos os domínios os processos — por êle não sujeitos a análise filosófica — das ciências matemáticas da natureza.

A aceitação destes princípios implicava o ter de enfrentar problemas insolúveis: se a estrutura do mundo é simples agregado de átomos, algo comparável a uma máquina, como explicar seu conteúdo espiritual? Por outro lado, como chegar à realidade deste mundo, partindo de um pensamento que deve ser tido como o único dado imediato? Mas, e esta é a questão primordial, como ê possível o saber em geral, se unicamente podemos conhecer coisas individuais, quando esse saber opera constantemente cem conceitos gerais e com leis universais?

O próprio resolveu este último problema, valendo-se da suposição de idéias inatas e de um paralelismo entre as leis do pensamento e as leis do ser em geral. Seu famoso cogito assegurava-lhe o acesso à realidade, e entre o espírito e a matéria ele estatuía uma relação de causa e efeito. Um grupo de pensadores, indevidamente chamados racionalistas, apossou-se de sua teoria das idéias inatas. Contam-se entre eles principalmente Baruch Spinoza (1632-1677), Gottfried Wilhelm Leibniz (16-16-1716) e (1679 1754). Um segundo grupo, os empiristas ingleses, procede mais logicamente: mostrando-se conseqüentes, aceitam o , estendendo-o até ao espírito, e associam-no ao subjetivismo e ao nominalismo radical. Esta atitude, já visível em potência em Francis de Verulam (1561-1626), logra seu desenvolvimento sistemático graças a John Locke (1632-1704), George Berkeley (1685-1753) e principalmente David Hume (1711-1776). Para este último, a alma não é mais do que um feixe de imagens, denominadas "idéias" (the mind is a bundle of ideas). Só elas são conhecidas imediatamente; as leis universais nada mais são do que um produto da associação devida ao hábito e, por conseguinte, carecem de qualquer valor objetivo. Até a existência de um mundo real se baseia na crença. Só o seu fideísmo preservou Hume de um ceticismo total. Com esta reserva, tudo nele se torna problemático: espírito, realidade, e principalmente o saber.

Ao mesmo tempo, o progresso das ciências da natureza havia suscitado a formação de uma imagem materialista do universo, que se foi ampliando tanto mais que não havia então filosofia alguma capaz de lhe oferecer resistência. O materialismo, já preconizado por Thomas (1588-1679), foi-se desenvolvendo mais e mais na filosofia de Etienne Bonnet (1720-1793), Julien Offray la Mettrie (1709-1751), Paul Heinrich Dietrich von Holbach (1723-1789), Denis Diderot (1713-1784) e Claude Adrien Helvetius (1715-1771).

B. Kant. Nesta situação desesperada, verdadeira catástrofe do espírito, se encontrou envolvido Immanuel Kant (1724-1804). Propôs-se a tarefa de salvar o espírito, a ciência, a moral e a , sem por isso renunciar a nenhum dos princípios fundamentais do pensamento moderno. Começa por aceitar, em parte, o que, em seu entender, reinava no mundo empírico, inclusive no pensamento subjetivo. Mas este mundo é, para êle, o resultado de uma síntese operada pelo sujeito transcendental a partir da massa informe das sensações. Donde se segue que as leis da lógica, da matemática e das ciências da natureza regem este mundo, uma vez que o pensamento as introduz nele e sustenta a estrutura fundamental das mesmas. Sucede porém que o espírito não está submetido a estas leis, uma vez que não procede do mundo fenomênico, senão que é, antes, o legislador, o manancial de tais leis. Assim se salvaram, a um tempo, a ciência e o espírito. Só que, desta maneira, se torna Impossível o conhecimento da coisa em si, o conhecimento do uma realidade em si existente pura além dos fenômenos: o conhecimento permanece circunscrito ao domínio da intuição sensível, e, fora da sensação, "as categorias são vazias". Donde se infere a carência de solução para os momentosos problemas do ser e da vida humana: no plano do conhecimento a é impossível. Sem dúvida, Kant se defronta com os problemas da existência de Deus, da imortalidade e da liberdade, que, segundo êle, constituem os três problemas básicos da filosofia; mas resolve-os por meios extra-racionais, mediante os postulados da vontade.

Portanto, a filosofia kantiana é uma síntese dos dois elementos essenciais da filosofia moderna: o e o subjetivismo. Deve sua configuração a um conceitualismo radical: o sujeito transcendental, enquanto princípio plasmador, cria o conteúdo inteligível do mundo, conteúdo que, por outro lado, se resolve em puras relações. Sendo assim, a realidade fica separada em duas zonas: o mundo empírico, fenomênico, sem reserva sujeito às leis da mecânica; e o mundo da coisa em si, do númeno, que é racionalmente incognoscível. Kant conferiu ao pensamento moderno sua forma mais autêntica e sua expressão mais completa, ao mesmo tempo porém o introduziu numa senda fatal.

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Spinoza, Baruch Consciência.org

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Barich Spinoza Baruch Spinoza ou Espinosa, ou Espinoza (1632-1677) nasceu em Amsterdã, . John Locke nasceu no mesmo ano. Spinoza era de uma família tradicional judia, de origem portuguesa. Sua família emigrou porque os judeus estavam sendo perseguidos. Seu pai era um comerciante bem sucedido e abastado. Spinoza gostava de estudar e ficava na sinagoga. Era um dos melhores alunos. Aprendeu a Bíblia Sagrada e o Talmund. Então foi para uma escola particular, onde conheceu o latim. Pôde então ter um estudo mais abrangente. Leu sobre a identificação de com o universo, sobre a associação da matéria com o corpo de . Se interessou muito pela filosofia moderna, como Bacon, Hobbes e Descartes. Então foi acusado de heresia, por se mostrar irredutível em suas opiniões.

Spinoza fez uma análise histórica da Biblía, colocando-a como fruto de seu tempo. Critica os dogmas rígidos e rituais sem sentido nem poder, bem como o luxo e a ostentação da Igreja. Por suas opiniões, um homem tentou matá-lo com um punhal. Escapou graças à sua agilidade. Ofereceram uma pensão para ele manter fidelidade à sinagoga e Spinoza recusou. Foi então excomungado, em 1656. Amaldiçoaram-no em ritual. Depois disso, viajou pela . Os judeus não falavam com Spinoza, mas os cristãos sim. Apesar disso, não se converteu ao cristianismo. Seus familiares quiseram deserdá-lo. Lutou pela herança do pai e ganhou a causa. Mas recusou a recebê-la, só queria fazer valer seus direitos.

Spinoza era meio frágil, pois seus pais eram tuberculosos. Viveu uma vida modesta, frugal e sem grandes luxos. Se sustentava com algumas doações e com o dinheiro de polidor e cortador de lentes ópticas. Mantinha uma relação com amigos e admiradores, e discutia suas idéias. Se correspondeu bastante. Era de altura mediana, pele escura, cabelos escuros e encaracolados e feições agradáveis. Segundo Colerus, se vestia descuidadosamente. Suas principais obras são: Tratado político, inacabado; Tratado da correção do intelecto; Princípios da Filosofia Cartesiana; Pensamentos Metafísicos;que veio de curso particular que deu sobre Descartes, e sua obra prima: Ética Demonstrada pelo método geométrico. Algumas obras suas foram incluídas no Index de livros proibidos. Foi preso sob acusação religiosa e morreu na prisão, aos quarenta e quatro anos.

A vida de Spinoza foi marcada pela sua concepção de . No Tratado teológico político defende uma interpretação da Bíblia diferente da visão dogmática de judeus e cristãos. Diz que a Bíblia está no sentido figurado. Spinoza atacou a falsa noção que se tem de e da espiritualidade. Mair tarde, identificou isso como um erro da mente diz como escapar no Tratado da correção do intelecto. Ainda no Tratado teológico político, diz que as massas tendem a associar com fenômenos extraordinários, que não ocorrem comumente na . O ponto principal do pensamento de Spinoza é a comunhão entre e a . Spinoza critica a porque ela está alimentada pelo medo e a supertição. Devemos fazer uma interpretação racional da Bíblia. A diferença entre filosofia e é que a primeira busca a verdade e a sugunda precisa da obediência para ser realizada. Spinoza saiu da sociedade. Desde que foi excomungado, viveu à parte. Isso implica buscar vivências incomuns às galerias. Spinoza buscou a espiritualidade racionalista, é profunda sua cultura e é clara sua visão de assuntos que estão fora da subjetividade, e envolvem um conhecimento complexo, conhecimento este que nos dias de hoje são marcado pela banalização cultural e a ideologia deturpada pelas derrotas sucessivas. Desse modo , Spinoza, numa época ainda pura nos conceitos, fala de , da alma e da mente. A e o Estado devem estar subjugados à eles. Spinoza não acreditava na divindade de Cristo, mas o colocava como o primeiro entre os homens. Spinoza, na mesma época que Locke, defendeu o liberalismo político. Para ele, direitos naturais são as regras do ser. Somos forçados a obedecer as leis naturais, que são divinas e eternas. A ajuda mútua é necessária e útil. Sem ela, os homens não poder viver confortavelmente nem cultivar seus espíritos. O objetivo do Estado não deve ser tirânico (como em Hobbes) mas libertário. O direito natural em Spinoza é compatível com a democracia: é nas grandes massas que a humana melhor se manifesta

Nos seus Pensamentos Metafísicos Spinoza trata dos entes e afecções de um ponto de vista metafísico. Ente é tudo o que existe. As quimeras e o Entes que a razão produz através da representação não são entes. As representações estão dividas em categorias como gênero, espécie, etc. Essa classificação do real ajuda a memória a reter as representações. Descartes influenciou Spinoza, que desenvolveu alguns assuntos do filósofo francês. Spinoza comenta as noções cartesianas de e suas substâncias: o pensamento e a extensão, que existem separados. Spinoza era monista. Pensamento é uma extensão da substância primoridal, . A diferença é que Descartes explora o lado gnosiológico, da fundamentação e origem do conhecimento. Spinoza vai para o lado ético, em busca da verdade e do sentido da vida. O racionalismo de Descartes parte em direção à , o de Spinoza, que defendia como única substância, parte para a imanência. Spinoza vai ao microscópico, Descartes vai ao macroscópico. ...

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http://www.consciencia.org/spinoza.shtml

http://www.consciencia.org/o-misterio-de-jesus-blaise-pascal

O MISTÉRIO DE
Blaise

Tradução de Brito Broca e Wilson Lousada. Fonte: Clássicos Jackson.

sofre em sua paixão os tormentos que os homens lhe infligem; mas na agonia sofre os tormentos que a ele mesmo se impõe: Turbare semetipsum. É um suplício de mão não humana, mas todo-poderosa, e é preciso ser todo-poderoso para suportá-lo.

procura algum consolo, ao menos em seus. três mais queridos amigos, estes dormem; pede que suportem um pouco com ele, e estes o abandonam com uma negligência total, e com tão pouca compaixão que não podia impedi-los de dormir um momento.

E assim foi abandonado sozinho à cólera de Deus.

está só na terra, não somente para sentir e compartilhar a sua pena, mas para ter conhecimento dela: o céu e ele são os únicos que têm esse conhecimento.

. . . . . . . . . . . . ...

"Consola-te, não me procurarias se já não me houvesses achado."... ... ...

...

"Sou mais teu amigo do que este ou aquele; pois fiz por ti mais do que eles; e eles não sofreriam o que por ti sofri e não morreriam por ti durante as tuas infideli-dades e crueldades, como eu fiz, e. como estou pronto a fazer e faço, nos meus eleitos e no Santo Sacramento.

"Se conhecesses teus pecados, perderias a coragem."

http://www.logosofia.org.br/livro/confirmacao.aspx?Codigo=51

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A BUSCA DO CRITÉRIO DE MORALIDADE NA REFLEXÃO ÉTICA DE KANT

Francisco Nunes de Carvalho

Estudante de Filosofia - fnunescarv@hotmail.com

INTRODUÇÃO

Procuraremos aqui apresentar e discutir a busca do critério de moralidade na reflexão ética de Kant. Portanto, nossa pesquisa está situada no âmbito da reflexão ética ou ética filosófica, que trata acerca da condição de possibilidade do agir humano enquanto tal.

Mas em que contexto tal pensador viveu e quem foi esse que é conhecido na da filosofia principalmente por sua Crítica da Razão Pura?

Immanuel Kant (1724-1804), o filósofo de Königsberg, cidade da Prússia Oriental, foi educado no rigorismo próprio do pietismo (corrente do protestantismo que polemizava contra a ortodoxia dogmática luterana, afirmando as liberdades de consciência dos indivíduos e o primado de uma fé prática). Na universidade dedicou-se especialmente à filosofia (Wolff, Baumgarten, ) e às ciências naturais – física e matemática (Newton)[1].

Vivendo no “Século das Luzes” e sendo legítimo filho do Iluminismo, Kant aposta na autonomia da razão e na “maioridade” do homem. O Esclarecimento (Aufklärung) pode promover a autônoma daquele que faz uso do próprio entendimento. Para além das condições culturais, da manipulação do rebanho ou mesmo de uma revolução social, cada um deve romper com o comodismo da “menoridade” e conquistar a própria incondicionada[2].

Acerca do modo como a razão humana conhece, Kant tenta superar tanto o do ( idéias inatas como critério) como o ceticismo do (experimentação como critério) através de uma posição própria: o criticismo. Essa é uma crítica[3] da faculdade da razão em geral, com respeito a todos os conhecimentos a que pode pretender, independente de qualquer experiência[4]. Tal crítica segue o da lógica formal, da matemática, da física (ciências que deram resultados concretos na chamada modernidade)[5], da da razão humana enquanto transformações ocorridas por revoluções no modo de pensar, da revolução copernicana (os objetos se devem regular pelo nosso )[6] e da distinção entre o fenômeno (o que aparece como objeto de nossa experiência) e o númeno (coisa em si, transcendente à experiência e incognoscível, mas pensável), sendo o a nossa representação das coisas[7]. Mas a crítica, que mostra previamente a nossa ignorância perante a coisa em si, reduzindo a simples fenômeno tudo o que podemos teoricamente conhecer, tem também um aspecto religioso enquanto situa Deus, a imortalidade da alma humana e a humana no âmbito da coisa em si[8]. “Tive de suprimir o saber para encontrar lugar para a crença”[9], dirá abertamente o filósofo prussiano. A crítica kantiana está expressamente relacionada a uma atitude ante a [10].

Tendo apresentado esses sucintos traços contextuais e biográficos, juntamente com uma concisa exposição acerca da e do humanos segundo o filósofo de Königsberg, passemos agora a considerar a problemática ética propriamente dita.

Diante da pluralidade constatada ao longo do percurso histórico do homem, surge a eminente necessidade de fundamentar a prática moral para, assim, possibilitar a convivência entre os homens. A experiência nos mostra que há uma diversidade. Logo surge o questionamento: é possível, concretamente, vivendo num mundo plural (diversidade de culturas, costumes e tradições) chegar a um critério ético ou alguns critérios éticos básicos que sejam fundamentais e livremente aceitos por todos os homens? Como Kant desenvolve essa problemática do critério de moralidade?

I - USO TEÓRICO E USO PRÁTICO DA RAZÃO PURA

Em Kant, razão especulativa (referente ao ) e razão prática (referente ao agir moral), com a crítica prévia, constituem uma só e mesma razão pura, que só na aplicação se deve diferençar[11]. A crítica, que possui um caráter transcendental, ocupa-se do modo de conhecer da própria razão pura especulativa, avaliando sua capacidade e limites, e buscando as condições de possibilidade do próprio conhecer[12]. No uso prático, a crítica, enquanto crítica da razão pura prática, volta-se para as condições de possibilidade do próprio agir moral e fundamenta a dos costumes[13]. Essa dupla aplicabilidade da mesma razão pura é acentuada por :

“Embora sejam problemas diferentes, são funções da mesma razão. A primeira é a função da razão pura teórica, a segunda é a função da razão pura prática. É a mesma razão pura com uma dupla função ou aplicação. A preocupação central de Kant é com a parte pura de ambas”[14].

A unidade e a “pureza” da mesma razão são caracteres básicos na filosofia kantiana[15]. Da razão pura do sujeito transcendental é que vem a universalidade e necessidade de toda ciência enquanto tal[16]. Assim, tal universal e necessário é possível somente a partir da razão enquanto estrutura formal a priori da subjetividade transcendental, posto que do objeto da experiência só se pode ter o particular e o contingente, o conteúdo material[17]. Eis aí a universalidade e necessidade da razão, ressaltadas por Chauí:

“Razão pura teórica e prática são universais, isto é, as mesmas para todos os homens em todos os tempos e lugares – podem variar no tempo e no espaço os conteúdos dos conhecimentos e das ações, mas as formas da atividade racional de e da ação são universais”[18].

Destarte, tanto o uso especulativo como o uso prático da razão pura, preparados previamente pela crítica transcendental, demonstram, segundo Kant, que a razão pura possui a capacidade de determinar a priori tanto o do sujeito cognoscitivo como a vontade do sujeito agente. Mas a condição de possibilidade dessa capacidade da razão pura é que o sujeito transcendental não seja determinado pela particularidade-contingente do objeto, como nota :

“Se, no nível do , o sujeito não pode ser determinado pelo objeto, uma vez que deste não pode resultar a necessidade e a universalidade, no nível do agir moral, o empírico não pode fornecer o princípio de determinação das vontades dos sujeitos agentes, dado que dele (do empírico) só se origina o particular e o contingente. A razão deve, portanto, poder determinar por si mesma as ações com verdadeiro mérito moral”[19].

Segue-se que tanto na teoria do como na reflexão ética de Kant, o sujeito empírico tem de se abrir à universalidade da razão transcendental. Manfredo ressalta precisamente que “para Kant, e esta é sua descoberta fundamental, uma norma só se legitima na medida mesma de sua capacidade de universalização”[20].

Por ter como meta “a busca e fixação do princípio supremo da moralidade”[21], a filosofia moral de Kant não pode fundamentar-se em conteúdos contingentes e particulares.

Conforme expõe Chauí, a reflexão kantiana acerca do agir humano situa-se no plano da busca do universal e, por isso mesmo, é uma moral formal, baseada no dever:

“O dever, afirma Kant, não se apresenta através de um conjunto de conteúdos fixos, que definiriam a essência de cada virtude e diriam que atos deveriam ser praticados e evitados em cada circunstância de nossas vidas. O dever não é um catálogo de virtudes nem uma lista de ‘faça isto’ e ‘não faça aquilo’. O dever é uma forma que deve valer para toda e qualquer ação moral”[22].

Ascender da particularidade empírica ao universal, válido para todo ser racional é o objetivo[23]. O filósofo de Königsberg busca, assim, desenvolver uma filosofia moral baseada em princípios a priori e, como tais, formais – pois somente da estrutura formal da razão pode vir a universalidade e a necessidade de um agir ético. Tal ética poderá valer para todos os seres racionais. Nessa ótica, a universalização do agir subjetivo a partir da razão prática é fundamental para que haja -autonomia e uma efetivação incondicionada da lei moral (dever) como critério de moralidade: o imperativo categórico.

II – O IMPERATIVO CATEGÓRICO – A LEI MORAL UNIVERSAL

Em sua reflexão ética, Kant pressupõe um “ moral popular” e, assim, parte da consciência moral comum a todos, pois presume que todos sabem distinguir (pela lei moral) uma ação praticada “conforme o dever” ou feita “por dever” de uma ação por inclinação ou interesse, uma ação “por dever” de uma com intenção egoísta[24]. A partir do pensamento acerca da boa vontade, o filósofo chega analiticamente ao conceito do dever que a contém em si mesmo[25]. Já na segunda e terceira seções desse seu primeiro escrito de fundamentação da moral, Kant insere a faculdade da razão, pois “só o conceito de razão, ausente na primeira seção da Fundamentação da dos costumes, uma vez que não está contido na ‘compreensão moral comum’, ‘permitirá a Kant falar de um princípio formal; será o da vontade racional’”[26].

Assim, segundo o filósofo de Königsberg “a questão aqui não é a de saber se acontece isso ou aquilo, mas de que a razão, por si mesma e independente de todos os fenômenos, ordena o que deve suceder”[27]. A razão que determina a vontade por motivos a priori expressa a universalidade da lei moral, que é válida para todo ser racional[28]. Conforme expõe Manfredo,

“Para Kant, a filosofia prática tem que ver com o processo de universalização do homem, com a determinação de leis que valham universal e necessariamente. Kant conhece dois tipos de lei: as que dizem o que é (leis da natureza) e as que exprimem o que deve ser (leis da )”[29].

O homem não se contenta com “o que é”, mas busca sempre o “dever ser” enquanto autoderminação da própria razão. Comentando esse valor da racionalidade, o mesmo autor afirma que

“O homem, enquanto ser racional, não tem seu caminho já estabelecido, mas, antes, só é racional porque se autodetermina. [...] A única fonte de legitimação das normas da ação humana só pode ser a própria razão. Moralidade significa, então, para Kant, a ‘emancipação do homem para sua humanidade’, ou seja, retorno da razão a si mesma”[30].

Segue-se que a abertura à universalidade da própria razão é fundamental na reflexão ética kantiana. Tanto que, de acordo com o filósofo prussiano:

“Praticamente bom é aquilo que determina a vontade por meio de representações da razão, e portanto não por causas subjetivas, mas objetivamente, isto é, por princípios que são válidos para todo ser racional como tal. Distingue-se do agradável, pois, que este exerce influxo sobre a vontade por meio unicamente da sensação em virtude de causas meramente subjetivas que valem apenas para a sensibilidade desse ou daquele, e não como princípio da razão válido para todos”[31].

É claramente expresso o objetivo da filosofia moral kantiana: elevar o agir subjetivo-empírico à esfera universal – a lei moral válida para todo ser racional enquanto tal[32].

De acordo com Kant, a razão determina a vontade a partir dos imperativos. Tais imperativos são precisamente ordenamentos que a razão (leis objetivas do querer ou vontade racional) dá à vontade subjetiva particular. Os imperativos podem ordenar hipoteticamente (“imperativos hipotéticos”) ou categoricamente (“imperativo categórico”)[33]. Os imperativos hipotéticos (que possuem um caráter pragmático enquanto baseados na experiência e nos resultados concretos – o valor prático) representam a necessidade prática de uma ação possível como meio de conseguir qualquer outra coisa que se queira. A ação aqui é boa em vista de algum propósito possível ou real. Mesmo o imperativo que se relaciona com os meios para alcançar a felicidade, continua sendo hipotético, já que a ação não é ordenada de maneira absoluta, mas unicamente como um meio para atingir a outro propósito[34]. Aqui não é possível fundamentar uma moral universal porque é o sujeito quem elege seus fins. É um projeto subjetivo e condicionado, que busca tão-somente o que é preciso fazer para alcançar a finalidade almejada[35].

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http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4418979983726165824

sobre a consciência- Bergson/Bochenski.shtml

Henri Bergson

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HENRI
por J. M.

Tradução de Antônio Pinto de Carvalho.
in A Filosofia Contemporânea Ocidental.
Herder, São Paulo, 1968

A. PROCEDÊNCIA E PARTICULARIDADES. HENRI (1859-1941) é o representante mais conceituado e original da nova "filosofia da vida", a qual dele recebeu a forma mais acabada. Contudo, embora mais tarde se tenha posto à testa do movimento, não se pode dizer que tenha sido ele o seu fundador. Na própria França, a Action de BLONDEL precedeu o Essai sur les données immédiates de Ia conscience de . e também LE ROY, que mais tarde seria discípulo de , já anteriormente se havia manifestado contra o . Todo este movimento está em relação com a tendência espiritualista, voluntarista e personalista da , que, iniciada por MAINE DE BIRAN, foi em seguida representada por Félix RAVAISSON-MOLLIEN (1813-1900), JULES LACHELIER (1832-1918) e ÉMILE BOUTROUX (1845-1921), de quem foi discípulo. Contudo, não se deixou ifluenciar somente por estes filósofos, mas também pela "critica da ciência". Além disso, tomou igualmente muitas idéias das teorias evolucionistas e utilitaristas inglesas; ele próprio confessa que, de início, só a filosofia de HERBERT SPENCER lhe parecia ajustar-se à realidade, e sua própria filosofia proveio da tentativa de aprofundar os fundamentos do sistema spenceriano.

Contudo, semelhante tarefa levou-o finalmente a repudiar completamente o spencerismo, que não cessou de combater daí em diante. A atividade especulativa de exerceu-se, sobretudo, em quatro obras que mostram claramente sua evolução espiritual. O Essai sur les données immédiates de Ia conscience (1889) contém a sua teoria do conhecimento; Matière et Mémoire (1896) sua psicologia, L’Évolution créatrice (1907) sua fundada na biologia especulativa, Les deux sources de la Morale et de la Religion (1932) sua ética e filosofia da . Todas estas obras tiveram êxito extraordinário, que se explica não só porque expunha uma filosofia realmente nova e que correspondia às necessidades mais prementes da época, mas também porque a exprimia numa linguagem de rara beleza. Por esse motivo lhe foi atribuído, em 1927, o prêmio Nobel de literatura. A uma prodigiosa clareza, a uma artística matização das expressões e a uma impressionante potência de imaginação, alia ele extraordinária gravidade filosófica e uma acuidade dialética sem par. Além disso, suas obras apóiam-se em conhecimentos sólidos, adquiridos à custa de amplas e árduas pesquisas. Por tudo isto, foi capaz de superar, a um tempo, o positivismo e o idealismo do século XIX. É um dos pioneiros do novo de nosso tempo.

B. DURAÇÃOE INTUIÇÃO. Segundo a concepção do senso comum, admitida igualmente pela ciência, as propriedades do mundo são a extensão, a multiplicidade numérica e o determinismo causal. O mundo compõe-se de corpos sólidos extensos, cujas partes se encontram espacialmente justapostas; é caracterizado por um espaço totalmente homogêneo e por separações precisas, e todos os acontecimentos são de antemão determinados por leis invariáveis. A ciência da natureza nunca considera o movimento, mas só as posições sucessivas dos corpos; nunca as forças, mas só os seus efeitos; a imagem do mundo traçada pela ciência natural carece de dinamismo e de vida; o tempo, tal como o encara a ciência, não é, em última instância, senão espaço; e quando a ciência natural pretende medir o tempo, na realidade não mede senão o espaço.

Todavia, podemos descobrir em nós mesmos, embora com esforço, uma realidade inteiramente diferente. Esta realidade possui uma intensidade puramente qualitativa, compõe-se de elementos absolutamente heterogêneos, que, entretanto, se interpenetram, de sorte que não é possível discriminá-los claramente uns dos outros; e, por último, esta realidade interior é livre. Não é espacial nem calculável; de fato, não somente ela dura, senão que é duração pura, e, como tal, completamente diferente do espaço e do tempo das ciências da natureza. É um agir único e indivisível, um alor (élan) e um .devir que não pode ser medido. Esta realidade encontra-se, em principio, em constante fluir, nunca é, mas perpetuamente devém.

A faculdade humana que corresponde à matéria espacial é a inteligência, e esta caracteriza-se por sua exclusiva orientação para a ação. É a ação que comanda, sem mais, a forma da inteligência. Como para a ação necessitamos de coisas exatamente definidas, o objeto principal da inteligência é o fixo corpóreo, inorganizado, fragmentário; a inteligência não concebe claramente senão o imóvel. Seu domínio é a matéria. Ela a capta para transformar os corpos em instrumentos; é o órgão do homo faber e subordinado, essencialmente, à construção de instrumentos. Dentro do domínio da matéria e graças à sua afinidade essencial com a matéria, a inteligência não só capta os fenômenos, como também a essência das coisas. abandona o fenomenismo de KANT e dos positivistas, e confere à inteligência, no domínio do corpóreo, a capacidade de penetrar na essência das coisas. Segundo ele, a inteligência é também analítica, ou seja, capaz de decompor segundo qualquer lei ou sistema e de recompor de novo. Suas características são a clareza e a capacidade de distinguir.

Mas, ao mesmo tempo, a inteligência caracteriza-se igualmente pelo fato de, por natureza, lhe ser impossível compreender a duração real, a vida. Constituída de acordo com a matéria, ela transfere as formas materiais, extensivas, calculáveis, claras e determinadas, ao mundo da duração; interrompe a corrente vital única e introduz nela a discontinuidade, o espaço e a necessidade. Não pode sequer comprender o simples movimento local, como o provam os paradoxos de ZENÃO.

Só podemos conhecer a duração graças à intuição; mas com ela conhecemo-la diretamente e como algo íntimo. A intuição distingue-se por características que se contrapõem às características da inteligência. Órgão do homo sapiens, a intuição não está ao serviço da prática; seu objeto é o fluente, o orgânico, o que está em marcha; só ela pode captar a duração. Enquanto a inteligência analisa, decompõe, para preparar a ação, a intuição é uma simples visão, que não decompõe nem compõe, mas vive a realidade da duração. Não se adquire facilmente a intuição; tão habituados estamos ao uso da inteligência que se torna necessária uma viragem íntima violenta, contrária a nossas inclinações naturais, para podermos exercitar a intuição, e só em momentos favoráveis e fugazes somos capazes de o fazer.

Em , existem dois domínios: de um lado, o domínio da matéria espacial e rígida, subordinado à inteligência prática; de outro lado, o domínio da vida e da consciência que dura, ao qual corresponde a intuição. Sendo a atitude da inteligência exclusivamente prática, a filosofia não pode utilizar senão a intuição. Os conhecimentos, obtidos por este meio, não podem ser expressos em idéias claras e precisas, nem tampouco são possíveis as demonstrações. A só coisa, que o filósofo pode fazer, é ajudar os outros a experimentarem uma intuição semelhante à dele. Assim se explica a riqueza de imagens sugestivas que as obras de oferecem.

C. TEORIA DO CONHECIMENTO E PSICOLOGIA. aplicou seu método intuitivo em primeiro lugar aos problemas da teoria do conhecimento. Tais problemas, diz ele, receberam até ao presente três soluções clássicas: o dualismo corrente, o kantismo e o idealismo. Contudo, estas três soluções estribam totalmente na falsa afirmação de que a percepção e a memória são puramente especulativas, independentes da ação, quando na realidade são completamente práticas, subordinadas à ação. Por sua vez, o corpo não é mais do que um centro de ação. Destes princípios se infere que a percepção não abarca senão uma parte da realidade; ela consiste, de fato, numa seleção de imagens, das que são necessárias para cumprir a ação. O idealismo engana-se; os objetos, de que o mundo se compõe, são "imagens verdadeiras" e não únicamente elementos da consciência. Tanto o realismo habitual como o de KANT cometem erro ainda maior, ao situarem entre a consciência e a realidade exterior o espaço homogêneo, que consideram como indiferente. De fato, o espaço é só uma forma subjetiva, em correspondência unicamente com a ação humana.

consolida sua teoria do conhecimento mediante uma psicologia definida. Em primeiro lugar, repudia o materialismo, que tira toda sua força do fato de a consciência depender do corpo - como se, do fato de um vestido oscilar e cair com o gancho a que está suspenso, tivéssemos de concluir que o vestido e o gancho são idênticos. Entre os fenômenos psicológicos e os fisiológicos não existe sequer um paralelismo, o qual, aliás, nada provaria. A prova disto é a memória pura. Com efeito, importa distinguir dois tipos de memória: uma memória mecânica, corporal, que consiste unicamente na repetição de uma função tornada automática, e a memória pura, que reside nas imagens da lembrança. Neste caso, não se pode falar de uma localização no cérebro, argumento principal aduzido pelos materialistas. Se houvesse uma tal localização exata, deveriam perder-se porções inteiras da memória por causa de certas lesões cerebrais; na realidade muitas vezes só se verifica um enfraquecimento geral da memória. Mais acertadamente talvez se pudesse comparar o cérebro a uma espécie de gabinete destinado a transmitir sinais. Sua função não é a vida propriamente espiritual. Por seu turno, a memória não é uma percepção atenuada, mas um fenômeno essencialmente diferente.

. . .

http://www.consciencia.org/bergsonbochenski.shtml

sábado, 20 de dezembro de 2008

Fernando Pessoa
Cancioneiro
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *


Ah coração ...

Basta te encontrar
para te querer

Basta me olhar
para me ter

Basta perto estar
para desejar

Te ter pertinho assim
me deixa entorpercida

Você tem o poder
de me enfraquecer

Faz me delirar
delirar de tanto prazer

Você doce delírio

Coisa insensata
imperecível

Anos sem te ver
anos sem sentir
essa coisa louca
que só por ti senti

Ah canalha
esse apelido
nada tem a ver contigo

. . .

sábado, 6 de dezembro de 2008

Radiante
estou
não
almejo muito, pois
tenho tanto
amor

demadiadamente
entusismada estou

Completude é ter
amor
leve me sinto
divino
amor o
seu

Paixão
e
desejo
refletidos nos
olhos meus

Romance
orgástico
nem sei
as palavras
não falam

...

RMC!

Reciprocidade
expontaneidade
naturalidade
amor
ternura
alegria

de
existir

Mística
excêntrica
nem sempre
eu sou
zizagueando por ai :p

Compartilhando sempre do
amor e da amizade
livremente vou vivendo
dedicando-me ao
argilando
solidariamente

RMC!

Reciprocidade
expontaneidade
naturalidade
amor
ternura
alegria

de
existir

Mística
excêntrica?
nem sempre
eu sou
zizagueando por ai rs

Compartilhando
amor
livre
dedicarei-me ao
argilando
solidariamente

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Djavaneando- uma homenagem ao amor a la Djavan

O que há dentro do meu coração, eu tenho guardado para compartilhar com meu bem querer o Samurai ...
Que eu seja sua Asa, sua Pétala, a serviçal do Samurai...
A serviço sempre do Amor!!!
Desaguarei no Oceano emocional espetacular Djavanesco, mais feliz quase impossível, ....
Só se meu amor se revelasse ou se ele voltasse direto para os meus braços...
Quando o vi, aquilo era o amor, meu coração me revelou, revelou o amor e fiquei muito mais...
Muito mais viva, mais apaixonada pela vida, quase uma mulher , mas ainda menina permaneci,uma alegre menina...
Minha alma lhe espera meu Oceano, quero me desaguar em ti e, te devorar...
Enquanto você não volta, a Alegre Menina em mim se transbordará de emoção com a luz Djavanesca...
Meu amado Carvalho vou djavanear meu amor por ti.
Como um Freixo apaixonado na floresta do Amor.
Árvore esta, forte, e vigorosa, que aguenta vendavais,temporais , aguneta tudo, tudo, até esse tempo distante, passageiro, entre eu e você...
Esse Amor puro que se revelou no instante que olhei a primeira vez para você
e que lhe aguarda para liberta-se do meu peito.
Quando estiver em seu peito protegida estarei enfim ...
O que há dentro do meu coração, eu tenho guardado para compartilhar no show do meu bem querer o Samurai Djavan.
Que eu seja sua Asa, sua Pétala, a serviçal do Samurai...
Desaguarei no Oceano emocional espetacular Djavanesco, mais feliz quase impossível, ....
Só se meu carioca voltasse de Sampa direto para os meus braços...
Quando o vi, aquilo era o amor, meu coração me revelou, revelou e fiquei muito mais...
Muito mais viva, mais apaixonada pela vida, quase uma mulher , mas ainda menina permaneci...
Minha alma lhe espera meu Oceano, quero te devorar...
Enquanto você não volta, a Alegre Menina em mim se transbordará de emoção com a luz Djavanesca...
Meu amado Freixo, vou djavanear meu amor por ti, Davi.

DJAVAN Fundição Progresso 06/12/2008

Sabe aquela frase de algum filme, ou citação popular, não sei bem ao certo... que fala " Antes de Morrrer Eu Vou... "
Ai , cada um preenche com o quê sente ser essencial, ou transcedental, mágico, algo que tem que se fazer Antes de Morrer ...
E, para mim, uma das coisas que tinha que fazer "antes de partir dessa pra melhor", era ir ao show do meu amado ídolo DJAVAN!!!
Sábado Dia Seis, daqui a três dias, finalmente verei meu Deus musical cantar! !!! Foram anos de muita espera e falta de sorte (nunca fui porque; ou era "di menô", ou estava sem grana ou sem carona, sem C& A ...).
Agora, nada dessas coisas me importam!
Vou para o espetáculo do DJAVAN, faça chuva ou faça sol, com ou sem C&A, de metrô horas mais cedo e, volto de táxi ... Não importa os meios, mas as esquinas por que passei até chegar na Fundição Progresso, e finalmente conseguir comprar o ingresso, já do segundo lote, claro, porque esgotam rápido...

Djavan

From Wikipedia, the free encyclopedia

Djavan during a concert in Santiago, Chile, 18 May 2008
Djavan (full name Djavan Caetano Viana) is an important Brazilian singer/songwriter, born 27 January 1949, in Alagoas, Brazil. Djavan combines traditional South American rhythms with popular music drawn from America, Europe and Africa. He can aptly be categorized in either of the following musical genres: Música Popular Brasileira (Brazilian pop), samba, and Latin dance.

[edit] History

Born into a poor family in Maceió (capital of Alagoas, Northeastern Brazil), Djavan formed the group Luz, Som, Dimensão (LSD - "Light, Sound, Dimension"), playing Beatles' singles. In 1973 Djavan moved to Rio de Janeiro and started singing in local nightclubs. After competing in several festivals, he gained attention and recorded the album A Voz, o Violão e a Arte de Djavan in 1976. The album included the song "Flor de Lis" which became one of his most memorable hits. Albums that followed included his other musical influence, African music, and additional hits followed like "Açaí", "Sina" and "Samurai", which featured Stevie Wonder's harmonica. His best known compositions are: "Meu Bem Querer", "Oceano", "Se...", "Faltando um Pedaço", "Esquinas", "Seduzir", "Pétala", "Lilás", "A Ilha", "Fato Consumado", "Álibi", "Azul", "Cigano" and "Serrado".

Djavan's compositions have been recorded by Al Jarreau, Carmen McRae, The Manhattan Transfer, Loredana Bertè, Eliane Elias, Lee Ritenour; and, in Brazil by Gal Costa, Dori Caymmi and Nana Caymmi (son and daughter of Dorival Caymmi), Lenine, João Bosco, Chico Buarque, Daniela Mercury, Ney Matogrosso, Dominguinhos, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Johnny Alf, Rosa Passos and other artists. The 1988 Epic Records single, "Stephen's Kingdom", featured a guest appearance from Stevie Wonder.

In 1999, his live concert double-volume album, Ao Vivo, sold 1.2 million copies and the song, "Acelerou" became the Best Brazilian song of the year at 2000 Latin Grammy Awards.

[edit] Discography

  • 1976 A Voz, O Violão, A Música de Djavan, Som Livre LP, CD
  • 1978 Djavan, EMI/Odeon LP, CD
  • 1980 Alumbramento, EMI/Odeon LP, CD
  • 1981 Seduzir, EMI/Odeon LP, CD
  • 1982 Luz, Sony Music LP, CD
  • 1983 Para Viver Um Grande Amor, (film soundtrack), CBS, LP
  • 1984 Lilás, CBS, LP, CD
  • 1986 Meu Lado, CBS LP, CD
  • 1986 Brazilian Knights and a Lady (with Ivan Lins and Patti Austin), VHS
  • 1987 Não é Azul Mas é Mar', CBS, LP, CD
  • 1987 Bird of Paradise, Columbia, CD
  • 1989 Djavan puzzle of hearts, CBS CD
  • 1992 Coisa de Acender, Sony Music, CD
  • 1994 Novena, Sony Music, CD
  • 1996 Malásia, Sony Music, CD
  • 1997 Songbook Djavan (3 volume set), Lumiar Discos, CD
  • 1998 Bicho Solto O XIII, Sony Music, CD
  • 1999 Ao Vivo (2-volume live concert set), Epic/Sony Music, CD, DVD
  • 2001 Milagreiro, Epic/Sony Music, CD
  • 2004 Vaidade, Luanda Records, CD
  • 2005 Na Pista, Etc., Luanda Records, CD
  • 2007 Matizes, Luanda Records, CD